Novamente

casal1Depois de um longo inverno
Ela amava novamente
Depois de um tempo lento
Ela sorria novamente
Depois de uma primavera sem flores
Ela sabia que era hora de se abrir

De se dar, de se completar, de viajar.
Por mundos novos,
Horizontes desconhecidos,
Mares claros e profundos.

Profundos como aquilo que ela sentia.
Claros como o sentimento que ali vivia.
Azuis, de um azul tão forte que doía de tão bonito

Poesia, coração em verso e prosa
Sentimento eterno vagando por aquele corpo
Estouro de champanhe cheirosa e borbulhante
Gosto de inconsequência no céu da boca

Sim, era ela que seguia, que vivia, que sentia.
Era um vento leve, uma brisa que soprava ao sul
Mas sabia também ser um vendaval que vem com força e urgência
Urgência de estar junto, de estar perto.

Era urgente sem ser desesperado.

Flávia Gomes

4 Respostas

  1. Flávia,
    O texto é lindo!!!
    Não posso deixar de comentar o gosto de inconsequência no céu da boca e a urgência do sentimento…é uma combinação perfeita para um grande amor e saber que existem pessoas como você que percebem isso e conseguem transformar o momento em palavras me fez muito bem nesse início de tarde!! Espero que todos que lerem seu texto possam um dia sentir um amor assim. É uma experiência única.
    Parabéns!

  2. Que inveja!!!! Mas é branca, viu?! Que esse amor dure eternamente! Muito bonito o texto, Flavinha. Beijos

  3. Ah! Tenho passado por tempos difíceis e nem chegado perto do PC. Mas a primeira coisa que decidi fazer hoje foi entrar aqui.

    Amei o texto! Não é bajulação nem nada… Mas parece que tu escreves numa mesma freqüencia que acontecem as coisas comigo. Assim, tudo se encaixa perfeitamente, exceto pelo pronome ser feminino. x)
    Estava com saudades de ver o blog aqui atualizado.

    ;***
    Se cuida :)

  4. Que bela inspiração!!!!! You’re the best! Bjs.

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