Tarde de chuva. Sempre uma desculpa para pensar nele. Frio, barulho de água batendo no telhado, galhos de árvores balançando e aquele clima que parece que foi feito por Deus para namorar. Saudade insana que insistia em aparecer. Depois de tanto tempo… Algo sem explicação.
Passou a lembrar dos momentos. Era sempre uma nostalgia. Enrolada no cobertor, quentinha, era só fechar os olhos e deixar os momentos saltarem como rãs enlouquecidas dentro da cabeça. O pensamento é mesmo um mistério! Tão real que parecia ter acontecido ontem. Dava até para sentir o cheiro, o gosto, a textura da pele… Surreal!
Há pessoas que ficam para sempre. Que você dá um sorriso só de lembrar qualquer coisa que remeta a ela. Parece que é um sorriso da alma. Isso não é coisa comum, também não é para qualquer um. Pode ser que nunca mais as encontremos, que elas permaneçam para sempre na nossa gaveta de lembranças. Mas sempre que abrirmos a gaveta elas saltam, deixam seu cheiro de passado, seu gosto do que foi sem importar o futuro. Gente assim! Não dá mesmo para explicar, nem para tentar encaixar. Ou é ou não é. Simples assim!
Simples? Mas como é que dá para ser simples se não é para qualquer um? Não é por vontade. Com alguns a gente até tenta. Mas eles simplesmente não ficam. E há outros que a gente nunca pensou que entrariam, e quando menos se espera, em um dia ensolarado qualquer, eles aparecem soltando o perfume dentro da bendita gaveta. Daí se a gente pudesse filmar…
A nossa cara de bobos, abrindo um sorriso vindo de lugar nenhum, aqueles arrepios que só quem já teve sabe do que estou falando, um suspiro profundo, carregadinho de tantas sensações, iguais a um pé de jabuticaba em flor. Daí vêm as músicas, as palavras guardadas, as promessas não cumpridas. A essa altura não fazem mais aquele efeito devastador do passado. Entraram para a parte das recordações. Deixaram de ser classificadas como boas ou más. Adquiriram outras qualidades.
Processo de mutação, transformação. E a gente segue em frente. Sem abandonar o que nos tornou o que somos hoje. Costurando lentamente uma velha colcha de retalhos. Fazendo desenhos e mosaicos mentais que ao fim da vida deveriam ser colocados junto à nossa lápide. Por que isso sim, traduz o que fomos. E não o frio e impessoal “aqui jaz”.
Flávia Gomes
Arquivado em: Meus pensamentos | Etiquetado: amor, bons momentos., chuva., gente, lembranças, pensamento, recordações, relacionamentos, saudade, transformação
Boa noite Obrigado ja coloquei o link para o seu blog no BusqueBlog.com se vc quiser colocar todos os links que sao 28 eu disparo o seu blog para os 28 sites me avise ok
FORTE.MUITO FORTE.
BJS !!NEGUINHO
kiridissima…
quase me debulhei em lagrimas….
que pessoa romantica, profunda, alucinada ou sei la o que…hauiahuiahuia
adorei seu blog, tem u Q de coisa boa nele…huiheuiehuie
bjs bjs…
Lindo! Bjs e boa semana carregada de inspirações.
Nossa! Eu queria muito ser uma “gente assim”! rsrs Encontrei-te por acaso, se é que acasos existem… Mas adorei seus textos. Todos são muito bons, temas fortes em textos leves, cadenciados, bons de ler e viajar. Gostei muito! PArabéns!